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Immortal Realms: Vampire Wars | Um Atrativo Misto de Mecânicas

Se você já assistiu aos filmes ou leu os livros da saga Crepúsculo, embarcou em uma história com uma série de conflitos entre clãs de vampiros (e lobisomens)… certo? Bem, pode deletar essas imagens da sua mente, pois vou lhe apresentar uma disputa (entre vampiros) muito mais interessante, chamada Immortal Realms: Vampire Wars.

O game indie, produzido pela Palindrome Interactive e publicado pela Kalypso Media Digital, chegou até as minhas mãos por acaso. Aliás, confesso que, em um primeiro momento, embora eu seja um fã de jogos de estratégia e combates em turnos, não me encantei muito com a premissa do jogo (exatamente por não gostar da ideia que os filmes da saga Crepúsculo me fizeram ter, em relação a conflitos entre vampiros).

Enfim, o fato é que eu deixei de lado esse meu posicionamento tendencioso e resolvi dar maior atenção ao game. Após algumas horas de gameplay, acredito já ter visto o suficiente para apresentar tudo o que penso acerca do título.  Lembrando que Immortal Realms: Vampire Wars está previsto para ser lançado na primavera (hemisfério norte) deste ano, para PC e Xbox One, mas eu apenas experimentei a versão Beta (PC) do game, beleza?

Portanto, se você é fã de jogos de estratégia, combates em turnos, jogos de carta (sim, jogos de cartas… eu explico ao longo do texto), gerenciamento de exércitos, RPGs Táticos e guerras entre clãs de vampiros, sugiro que não deixe de me acompanhar neste “preview” do vindouro Immortal Realms: Vampire Wars… vamos começar?

Immortal Realms: Vampire Wars… uma visão geral

Immortal Realms: Vampire Wars é um game que oferece aos players exatamente aquilo que seu título sugere. Isto é, guerras entre vampiros! O título conta com diversos clãs de sanguessugas e dá a cada um desses clãs um “background” bem interessante, além de um motivo para eles darem início aos conflitos.

Quando a guerra tem início, o que vemos é um game de estratégia com um ritmo lento (não em um sentido pejorativo) e dotado de uma mescla de mecânicas bem interessantes.

Em relação ao visual, Immortal Realms: Vampire Wars segue uma linha mais fantasiosa, mas chama atenção por apresentar um estilo artístico bem requintado (especialmente nos mapas e nas cartas).

Resumindo, em uma visão geral, o jogo tem aspectos atrativos, uma trama envolvente (e muito bem narrada) e certos destaques que o tornam uma alternativa que merece a atenção dos fãs de jogos de estratégia.

Agora, vamos aos detalhes…

Immortal Realms: Vampire Wars : a primeira impressão

Assim que você dá início ao jogo, uma apresentação (com uma pequena surpresa) toma conta da tela. Nesse primeiro contato, o requinte das ilustrações e a qualidade da narração já ficam bem claros. E sim, a ideia básica do game é apresentada de uma forma bem objetiva.

Como sou um “eterno estudante”, a primeira opção que selecionei no menu principal foi o tutorial. Afinal, o game me parecia ser um tanto quanto complexo e eu precisava saber no que eu “estava me metendo”.

Porém, acabei ficando com uma impressão ruim, ao embarcar na missão apresentada no tutorial… tudo me pareceu muito confuso e os comandos não ficaram muito claros, o que me fez finalizar a missão inicial um tanto quanto insatisfeito.

Depois, quando retornei ao game, percebi que o tutorial mais confunde do que ajuda. Realmente, há muitas mecânicas envolvidas no jogo e o tutorial acaba bombardeando o player com uma série de informações, sem dar tempo suficiente para tudo “ser digerido”.

Na minha visão, seria mais interessante explicar as mecânicas por meio de pequenos “hints”, já na primeira campanha. Fica a dica para os desenvolvedores!

Immortal Realms: Vampire Wars: a segunda impressão…

Na minha segunda experiência com o game, tratei de dar início ao modo campanha… e foi quando a minha opinião sobre o game começou a mudar.

As primeiras campanhas contam a história do clã Dracul, liderado por Vlad e Cecilia Dracul. O casal de vampiros é surpreendido com uma “revolta humana” em seus domínios… algo que não acontecia há anos, nas terras “pacíficas” de Warmont, no Reino de Bloodthrone.

Nessa primeira campanha, temos um exército liderado por Cecilia Dracul e, aí sim, conseguimos realmente ter uma noção de todas as singularidades atrativas do game.

Para começar, temos um grande mapa dividido em muitas regiões. Nesse sentido, o game remete a clássicos jogos de tabuleiro, como Risk ou War.

Sob uma ótica mais ampla, os players podem gerenciar exércitos, conquistar territórios, aprimorar construções, criar itens, gerar novas unidades de combate e muito mais.

Um detalhe importante é o fato de a “moeda” do jogo ser sangue. Pois é! Tudo no game é pago com sangue e isso torna os vilarejos humanos muito importantes, já que é nesses vilarejos que temos “bancos de sangue” à disposição.

Nesse grande mapa, diversos clãs estão movimentando suas peças e, claro, quando um exército inimigo se depara com outro… uma batalha se inicia.

Combates em turnos

Sinceramente, se o game ficasse apenas no formato “modo tabuleiro”, já estaria de bom tamanho. No entanto, o sistema de combates acaba se tornando um dos elementos de destaque do jogo, exatamente por remeter a grandes RPGs Táticos.

No início do combate, posicionamos nossas tropas em uma arena e nos preparamos para o confronto. Cabe destacar que o visual da arena é muito bem construído, assim como o dos mapas (que são “sombriamente belos”).

Daí, quando a “peleja” se inicia, movimentamos as nossas tropas pela arena, a fim de erradicar o exército inimigo.

Os combates são bastante estratégicos. A arena, por exemplo, é marcada por alguns pontos com buffs para unidades estacionadas nos arredores. Isso faz com que o player tenha que pensar muito bem antes de cada movimento.

Se eu fosse criticar algo, seria o fato de os líderes inimigos serem imbecis ao ponto de saírem correndo ao encontro do nosso exército. Por mais que esses personagens sejam poderosos (bem poderosos), essa característica torna as coisas mais fáceis (obviamente, há como alterar o nível de dificuldade do game).

Outro ponto que achei muito interessante é o fato de o game nos dar uma prévia dos resultados dos combates. Assim, se nos deparamos com inimigos mais fracos, podemos selecionar a opção “Auto Resolve”, conquistar a vitória e evitar uma luta tediosa (grande sacada dos desenvolvedores).

Como não poderia deixar de ser, os combates também são influenciados pelas diferentes habilidades das unidades e – agora vem a parte boa – por cartas!

As cartas são um detalhe precioso

Como eu destaquei no início do post, Immortal Realms: Vampire Wars também é indicado para quem gosta de jogos de cartas. E agora eu vou explicar por que isso é verdade…

Seja no “modo tabuleiro” ou no “modo de combate”, o player pode fazer uso de cartas para alterar determinadas situações.

No “modo tabuleiro”, os players ganham cartas após o término de certos ciclos e ao vencer certas batalhas. Essas cartas facilitam o gerenciamento, dão mais sangue, geram equipamentos para os generais… (elas são a salvação em muitos momentos).

No “modo de combate”, as cartas variam em função do líder das tropas. Cada general (e são muitos) possui uma “mão” com cartas bem específicas. Vlad Dracul, por exemplo, pode se tornar uma máquina de matar, se tiver algumas tropas à beira da morte e fizer uso de uma dessas cartas.

O que me chamou atenção é o fato de essa mecânica de cartas se encaixar perfeitamente com os outros sistemas. Na verdade, o game todo é muito bem construído. Mesmo com tantos sistemas operando ao mesmo tempo, tudo funciona de uma forma bem coesa e eficiente.

Immortal Realms: Vampire Wars – um game para adicionar à sua lista de desejos

Concluindo, Immortal Realms: Vampire Wars é um game que surpreende. Por mais que seu ritmo lento acabe sendo um grande desafio para os mais impacientes, é inegável que sua trama e seu conjunto de mecânicas são capazes de promover uma experiência de alta qualidade.

Logicamente, não posso indicar o game para qualquer tipo de player. Devido a isso, afirmo que esse é um título muito mais adequado aos fãs de jogos de estratégia, jogos de tabuleiro, jogos de gerenciamento de exércitos, jogos de carta e jogos de RPG (especialmente os RPGs mais táticos).

Como eu faço parte de muitos dos grupos citados acima, ressalto que Immortal Realms: Vampire Wars é uma experiência bem agradável, que pode ser aproveitada de uma forma bem relaxante. As campanhas são desafiadoras e conseguem prender a nossa atenção por um bom tempo. Esse é um daqueles jogos que fazem o player querer dominar tudo!

É isso… se você se encaixa nos perfis de jogadores que eu citei acima, o resultado final deste preview é: Immortal Realms: Vampire Wars merece ser adicionado à sua lista de desejos! Até a próxima!

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Yohan Bravo

Gamer desde a era do Super Nintendo. Soprava as fitas para fazê-las funcionar! Teresopolitano, escritor fantasma, desenhista e romancista nas horas vagas. Curte animes, jogos de RPG (ama a série Tales of) e é viciado em aprender.

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