Parasite Eve: quando Survival Horror e RPG se misturaram!

Os games de Survivor Horror e RPG são muito populares no universo dos games. O primeiro grupo foi impulsionado pela franquia Resident Evil e pelo “boom do gênero” na década de 90. O segundo grupo viveu seu auge durante as eras do SNES e do PS1. De todo modo, imaginar um jogo que misturaria esses dois mundos não era nada fácil no passado, até que a SquareSoft foi lá e criou o lendário Parasite Eve.

Bem, Parasite Eve marcou a vida de muitos gamers e, por isso, merece ser relembrado. Então, eu resolvi promover um revival dessa pérola do PS1. Sim, a franquia teve um terceiro título no PSP, mas foi com os dois primeiros títulos que ela alcançou o status cult. E claro, um remake desses games não seria má ideia… e eu vou provar porque isso é verdade! Vamos começar?

Parasite Eve foi uma singularidade…

Antes de eu começar a falar sobre o jogo, acredito que seja interessante falarmos sobre o contexto da época. Afinal, Parasite Eve foi um game muito peculiar, que misturou dois universos que estavam no topo do ranking de gêneros mais amados pelos fãs.

Em 1996, Shinji Mikami e a Capcom deram vida ao primeiro Resident Evil. O título não não foi o primeiro game do tipo survival horror, mas foi o principal responsável pela popularização do gênero. O fato é que Resident Evil deu início a uma nova era no mundo dos games: a era dos jogos survival horror.

Com o enorme apelo do gênero, muitas empresas começaram a lançar seus games: Silent Hill, Dino Crisis, Galerians, Alone In The Dark: The New Nightmare e por aí vai… O terror, literalmente, tomou conta do primeiro PlayStation por um tempo.

Tomando carona no sucesso desse tipo de jogo, a SquareSoft resolveu dar vida a uma aventura igualmente assustadora. Entretanto, como todos sabem, a expertise da Square sempre foi voltada para a criação de jogos de RPG. Assim, a soma dos fatores acabou gerando um game único, chamado Parasite Eve.

Parasite Eve: a primeira aventura…

Em 1998, a SquareSoft apresentou Parasite Eve ao mundo. O game era uma espécie que mesclava elementos de RPG, ação e survival horror. Obviamente, essa mistura excêntrica chamou a atenção de muita gente. Como se isso não fosse o suficiente, o game ainda trazia uma história extremamente envolvente, ou seja, nada diferente dos grandes RPGs que a Square já tinha lançado até então.

Para quem não sabe, o jogo Parasite Eve era uma espécie de continuação de um livro homônimo escrito por Hideaki Sena. Antes do game, a obra de ficção científica escrita por Sena, já havia sido adaptada para o cinema e feito um sucesso considerável no Japão.

O game contava a história de Aya Brea, uma policial novata que acabava descobrindo uma série de coisas sobre o próprio passado, após um incidente em um teatro (quem não se lembra desse teatro macabro?). Seu gameplay era envolvente e, apesar de ter sido classificado como um RPG, o jogo permitia uma mobilidade incomum para os RPGs da época.

Resumindo, Parasite Eve foi uma singularidade, uma espécie de intersecção entre dois universos distintos, mas tudo deu certo. A aventura foi uma das mais vendidas no ano de 1998 e ainda conseguiu se estabelecer como um dos títulos favoritos de muitos jogadores. Com todo esse sucesso, uma continuação se tornou quase obrigatória…

Parasite Eve II

A SquareSoft não demorou muito para atender aos pedidos dos fãs da franquia Parasite Eve. Em 1999, um ano após o primeiro título, Parasite Eve II foi lançado. Aya Brea estava novamente no centro das atenções. Contudo, agora ela já não era uma policial inexperiente. A agente era a líder de uma equipe especializada em lidar com as criaturas mutantes que surgiram no primeiro game.

Quando observamos Parasite Eve II, a conclusão é que o game manteve todas as características do seu antecessor e foi melhorado em outros aspectos. Aliás, nesse título, o lado RPG (da mistura de gêneros) acabou ficando ainda mais evidente. As armas possuíam funções múltiplas e Aya, que possuía poderes estranhos, ganhava certos ataques especiais baseados nos elementos.

Novamente, a trama foi muito bem desenvolvida. Com o apoio das melhorias gráficas, tudo ficou ainda mais envolvente e certas cenas ficaram impressionantes, ou seja, o “horror” também marcava presença em muitos momentos.

Além disso, Parasite Eve II apresentava uma série de modos de jogo, fazendo com que o seu potencial de Replay aumentasse consideravelmente. O modo Nightmare, por exemplo, fazia jus ao nome (pesadelo) e trazia um desafio quase impossível para os gamers.

No fim, Parasite Eve II ajudou a consolidar a franquia, elevando-a a um status de franquia cult. Porém, por mais de dez anos, os fãs ficaram sem novidades. E pior, quando a novidade chegou, o game não foi tão brilhante assim…

The 3rd Birthday

Em 2010, os fãs da franquia Parasite Eve ficaram empolgados ao saber que um terceiro título seria liberado no fim do ano. O game veio e, curiosamente, “passou batido”. Isto é, salvo quem era realmente fã da franquia, o game The 3rd Birthday não chamou muita atenção. Em muitos casos, os gamers sequer sabiam que se tratava do terceiro título de uma franquia tão lendária.

Além de apresentar um título diferente, The 3rd Birthday, lançado pela Square Enix para o PSP, apresentou um gameplay mais voltado para o lado da ação. A mistura de gêneros se centrava em jogos de tiro em terceira pessoa e RPG, deixando o survival horror de lado.

A história dava continuidade aos eventos de Parasite Eve II e, novamente, Aya Brea estava no centro das atenções. O cenário era mais caótico e os poderes de Aya estavam mais desenvolvidos. Isso foi um ponto positivo, pois a mecânica conhecida como “Overdrive” garantia uma boa dose de diversão.

Mesmo tendo sido um jogo interessante, The 3rd Birthday acabou fugindo da fórmula que havia conquistado os fãs de Parasite Eve. Não à toa, o game foi classificado por muitos como “um jogo decente” e nada mais. Por consequência, os fãs continuaram com a vontade de ter uma nova aventura da franquia…

Será que um dia teremos um novo Parasite Eve?

Parasite Eve foi um game superinteressante que marcou uma época com todas as suas peculiaridades. Muita gente ainda olha para o passado e inclui esse título nas listas de melhores jogos de PS1 (com toda a justiça). Por esse motivo, desejar um novo título para a franquia é algo justo. Até um remake seria bem interessante, não acha?

Enquanto aguardamos, tudo o que nos resta é relembrar dos momentos emocionantes que essa série nos proporcionou. Portanto, não deixe de comentar, falando sobre as suas memórias, e de compartilhar o post, para que mais pessoas possam entrar nessa conversa nostálgica. Até a próxima!


Yohan Bravo