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Kojima revela sentimentos pessoais que inspiraram Death Stranding

Além de possuir um aspecto visual impactante, Death Stranding carrega uma série de questões que, assim como toda obra de arte, geram uma infinidade de interpretações distintas. Por conta disso, qualquer afirmação do tipo “Death Stranding quer dizer isso” é extremamente presunçosa, já que não há respostas definitivas ou explicações que possam revelar aquilo que Hideo Kojima tem em mente. Aliás, até mesmo o criador do game confessa que suas inspirações são baseadas em coisas subjetivas…

Em entrevista dada ao site Telerama, Kojima deixou claro que seu estado emocional impactou diretamente em sua obra. A solidão e a luta contra a depressão foram fatores determinantes para a produção. E, claro, é por isso que o game parece tão complicado (a mente humana é complicada). Confira o relato do japonês…

“Death Stranding apresenta um entregador em um futuro pós-apocalíptico. Ele deve se aventurar sozinho na desolação e reconectar uma sociedade totalmente fraturada. Mas, à medida que progredimos em Death Stranding, notamos que na verdade existem milhares de pessoas jogando o mesmo jogo, através das estruturas e objetos que todos construímos e que permanecem em um ambiente comum. Você não vê os rostos ou avatares de outros jogadores, mas o que eles deixam neste universo visa proporcionar coesão, uma sensação de calma diante da severidade do mundo de Death Stranding.

Quando criança, senti – e ainda sinto um pouco hoje – a solidão, e lutei para expressá-la aos meus amigos. Era algo que não era dito, e eu não acho que eles teriam realmente entendido. Eu me sentia uma pessoa estranha, um pouco como Travis Bickle em Taxi Driver. Eu me identifiquei com o personagem do filme de Scorsese, e o fato de um cara em Nova York poder ser sufocado pelos sentimentos que eu estava experimentando me ajudou muito. Percebi que não estava doente, apenas ligado a outras pessoas através de um tipo de conexão melancólica específica à condição humana”.

Bem, isso explica por qual razão Death Stranding chama tanta atenção. Sinceramente, não me recordo de um game que reflita tanto a personalidade do autor quanto esse. Por isso, gostando ou não do jogo (como produto de entretenimento), é impossível dizer que não estamos falando de uma obra singular.

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Yohan Bravo

Gamer desde a era do Super Nintendo. Soprava as fitas para fazê-las funcionar! Teresopolitano, escritor fantasma, desenhista e romancista nas horas vagas. Curte animes, jogos de RPG (ama a série Tales of) e é viciado em aprender.

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