Killer Instinct: Um Torneio de Luta, Um Game Cult

Em 2013, nós, os jogadores mais veteranos, pudemos ter a alegria de reviver um dos grandes clássicos de luta da década de 90: Killer Instinct. Isso mesmo! Surgindo como um exclusivo dos PC Windows e do Xbox One, ou seja, um jogo exclusivo da Microsoft, o game nos permitiu reviver um torneio que marcou a infância e juventude de muitas pessoas.

Como se trata de um nome lendário (com um status de jogo cult), eu resolvi falar um pouco mais sobre essa franquia. Afinal, assim como eu me lembro de gastar horas nas sessões de pancadaria promovidas pelo jogo, é provável que você, e muitos outros gamers, também relembrem dessa franquia com muita emoção. Sendo assim, não saia daí, pois este post está recheado de coisas nostálgicas… e muita violência. Então, sem piedade (“No Mercy”, você vai lembrar!), vamos começar?

O nascimento de Killer Instinct

No início da década de 90, os gamers que curtiam jogos de luta já estavam bastante ocupados com Mortal Kombat e Street Fighter. Essa dupla lendária já tinha monopolizado as atenções dos jogadores e estabelecido alguns padrões para o gênero.

Foi aí que, em 1994, a Rare resolveu dar vida a um novo jogo de luta para movimentar o mercado. E claro, esse jogo foi Killer Instinct. Em um primeiro momento, esse torneio de luta incrível foi lançado apenas para o arcade. Contudo, a recepção foi tão boa que as versões para o SNES e o Game Boy foram lançadas no ano seguinte (1995).

Quando surgiu, Killer Instinct se destacou por apresentar alguns detalhes que nenhum jogo de luta da época possuía. Por exemplo, os personagens possuíam duas barras de vida e as lutas não eram divididas em rounds. Além disso, o game também possuía um sistema de combos muito peculiar.

No entanto, apesar dos seus diferenciais, Killer Instinct ainda “pegou” algumas características de Street Fighter e Mortal Kombat. Mesmo assim, tudo foi alterado, fazendo o game se destacar por seus méritos e seu enredo. Aliás, um belo enredo e um time de personagens com características completamente variadas…

O enredo e os destaques de Killer Instinct

Em 1995, alguns membros da crítica especializada chegaram a pontuar o seguinte: “Por ora, o rei indiscutível dos arcades é Killer Instinct”. Pois é, o game teve uma recepção absurda no mercado. E sim, isso aconteceu, pois o jogo tinha alguns destaques incríveis.

Para começar, a história do game girava em torno de um torneio chamado Killer Instinct. A competição havia sido criada por uma empresa de proporções gigantescas, chamada Ultratech. A ideia dessa empresa era realizar experimentos para testar a força das criaturas que seus cientistas haviam criado. Por esse motivo, o jogo era marcado por lutadores normais e criaturas completamente fora do comum.

Além do mais, a Ultratech havia descoberto uma tecnologia para ligar duas dimensões distintas. Obviamente, foi de outra dimensão que ela importou alguns lutadores, como Eyedol. Resumindo, era um torneio tão insano e tão brutal que a ideia deu muito certo.

O gameplay, como eu já ressaltei, era marcado por apresentar lutadores com duas barras de energia. Ademais, o jogo possuía um sistema automatizado de combos e um sistema que servia para quebrar esse combos e impedir a “surra”.

Para completar, tínhamos os chamados “No Mercy”. Caso você não se lembre, esse era um golpe finalizador que se assemelhava aos famosos fatalities, de Mortal Kombat. E mais, também tínhamos a chamada ‘Humiliation”, que forçava os adversários a realizarem passos de dança.

E o que veio depois do primeiro Killer Instinct?

Bem, após o grande sucesso de Killer Instinct, estava claro que uma sequência deveria ser preparada. Curiosamente, Killer Instinct 2, que foi lançado em 1996 para os arcades, teve um port para o SNES que foi desenvolvido completamente, mas nunca foi lançado.

Assim, pulando o Super Nintendo, a estreia do jogo nos consoles de mesa acabou acontecendo no Nintendo 64. Entretanto, para o console da Nintendo, o game recebeu o nome de Killer Instinct Gold.

De qualquer modo, o fato é que a sequência de Killer Instinct acabou sendo “mais do mesmo”, o que não era nada mal. Ainda assim, a recepção não foi tão positiva quanto no primeiro game e alguns críticos chegaram a dizer que o título era apenas uma versão reciclada do game original.

Após esse segundo game, que chegou a incluir novos personagens na franquia, o nome Killer Instinct acabou ficando apenas nas memórias dos jogadores. Infelizmente, os fãs ainda teriam que esperar quase vinte anos para poder experimentar os insanos combates da franquia novamente…

O Killer Instinct de 2013

Após longos anos de espera, os fãs de Killer Instinct puderam regressar ao torneio insano graças a um reboot promovido pela Microsoft. Como não poderia deixar de ser, a qualidade gráfica dessa geração de consoles foi suficiente para deixar o game com um visual muito mais atrativo.

Todavia, de uma forma muito interessante, o game conseguiu manter algumas mecânicas dos jogos anteriores e, claro, os personagens. Felizmente, com o apoio dos padrões atuais, o game pôde receber pacotes com novos conteúdos e personagens, aumentando ainda mais o seu apelo.

Como destaque, temos o fato de que as histórias individuais de cada personagem foram desenvolvidas de uma forma muito interessante e cada lutador poderia ter vários finais, dependendo das escolhas dos jogadores.

No fim, o jogo foi marcado por combates de grande qualidade, um visual impressionante e um time de personagens que trouxe de volta os grandes lutadores dos games anteriores e ainda adicionou algumas novidades e participações especiais, como o personagem Rash, do lendário Battletoads.

Killer Instinct: Um Game Cult

Para encerrar, podemos dizer que Killer Instinct não chegou a ser o maior dos games de luta. Outras franquias que surgiram depois conseguiram mexer com a hegemonia de Street Fighter e Mortal Kombat de uma forma mais contundente. Porém, é inegável que essa franquia tão diferenciada conseguiu deixar a sua marca nas memórias de muitos jogadores, tornando-se um verdadeiro clássico cult.

Portanto, Killer Instinct é uma série de games que merece todas as reverências. Apesar de ter apenas três títulos, essa franquia conseguiu marcar o seu nome na história. Por isso, não deixe de compartilhar o post e de comentar sobre as suas lembranças. Eu costumava ser bem “apelão” com o Glacius e você… qual era o seu personagem favorito? Diz aí… Vamos reviver essas memórias nostálgicas. Até a próxima!

Yohan Bravo