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É do Brasil! 34 Jogos Brasileiros que você precisa conhecer

Que o brasileiro é apaixonado por games e o Brasil é um dos maiores mercados consumidores do mundo, isso não é novidade. Hoje, somos reconhecidamente um público forte dessa indústria, o que nos garantiu jogos localizados e a presença de distribuidoras oficiais de jogos em nosso país… Mas e os jogos brasileiros? Ou seja, nossa produção de jogos, como anda?

Bem, a equipe da GamesMAX selecionou 34 jogos brasileiros que mostram como os “nossos desenvolvedores” estão mandando bem!

Sim, são 34 jogos brasileiros que você precisa conhecer! Aliás, são jogos dos mais diversos gêneros, que irão lhe dar ideias bem claras do belo trabalho que vem sendo feito pelos nossos compatriotas… esses heróis que, muitas vezes com poucos recursos, mostram talento, trabalho duro e muito amor pelo que fazem.

Acompanhe a lista incrível de jogos brasileiros que preparamos (com muita satisfação em prestigiar o trabalho de nossos colegas brasileiros).

Outlive (PC)

O primeiro da lista é um veterano. Lançado em 2001 pela Continuum Entertainment, Outlive é um jogo de estratégia em tempo real inspirado em Starcraft. O título conta com textos e dublagens em português e foi o primeiro jogo brasileiro a ter grande propagação internacional, sendo distribuído pela Take-Two Interactive nos EUA e na Europa. Com a escassez de recursos naturais no planeta terra, houve uma crescente escalada de violência e surgimento de grupos terroristas e paramilitares. Para tentar conter esse problema, o Conselho Mundial resolve explorar Titã, a lua de Saturno, em busca de recursos naturais. Porém essa solução cria outro problema: um conflito armado entre humanos e robôs para decidir quem irá liderar a missão até a lua do planeta Saturno. Outlive conta com campanhas nas quais você controla as duas facções e decide o destino da humanidade.

A Lenda do Herói (PC)

Musicais são um gênero teatral que contam histórias através de canções. É um gênero de teatro muito popular. Mas, vocês já viram um game musical? Pois é assim que A Lenda do Herói se apresenta: um musical jogável. Idealizada pelos Irmãos Castro, a história é cantada conforme você avança nas fases. O jogo é inspirado em clássicos como Wonder Boy e Zelda e além de cantar sua história, faz piadas com clichês desses gêneros de jogos. É um título divertido e uma boa pedida para apresentar seu filho ou sobrinho aos clássicos dos anos 90 como Wonder Boy.

Horizon Chase (iOS , Android, PC, Xbox One, Nintendo Switch e PS4)

Se você cresceu nos anos 90, com certeza pelo menos ouviu falar de Top Gear. O clássico jogo de corrida de SNES foi um dos games de maior sucesso na década de 90, pelo menos no Brasil. E Horizon Chase é justamente uma homenagem a esse clássico que divertiu uma geração inteira de jogadores. E a parte mais bacana disso é que o próprio compositor da trilha sonora original de Top Gear, Barry Leitch, compôs a trilha sonora de Horizon Chase. Uma baita homenagem hein. Isso tudo sem perder a identidade brasileira. O jogo traz carros clássicos do nosso país como o Fusca e o Uno da firma com escada no teto.

Roko-Loko no Castelo do Ratozinger (PC)

Mais um veterano da lista, Roko-Loko foi lançado em 2005 acompanhando a saudosa revista Rock Brigade. O personagem em si já tinha sido criado antes para a revista, e é o maior fã de rock n’ roll do mundo! Comemorando 15 anos do lançamento do jogo original, Roko-Loko deve enfrentar o ultraconservador religioso Ratozinger, que sequestrou Adrina-Lina, namorada de Roko, e várias personalidades do rock. Ratozinger se esconde em um castelo cheio de armadilhas e inimigos, tudo preparado para impedir que Roko-Loko salve o rock n’ roll e, é claro, sua namorada. O jogo tem data de lançamento marcada para 7 de Março na Steam.

Chroma Squad (PC, PS4, Xbox One, Nintendo Switch, iOS, Android)

Outro jogo que homenageia um clássico dos anos 90 no Brasil. Chroma Squad é inspirado nos seriados japoneses de esquadrões de heróis, mais precisamente nos nossos amados Power Rangers. Nesse título, a Behold Studios nos coloca no papel de 5 dublês de um seriado que, cansados do seu atual trabalho, decidem montar seu próprio estúdio. Além de lutar com inimigos extraterrestres em batalhas de RPG tático, você deve contratar funcionários, investir no seu estúdio, pagar contas, etc. E olha que incrível, nossos compatriotas conseguiram que o jogo fosse distribuído pela gigante Bandai Namco. Muito merecido esse reconhecimento de um trabalho feito com muito amor, não é? Se você sonhava em ser um Power Ranger, essa é a sua chance.

Knights of Pen and Paper (PC, Xbox One, PS4, Nintendo Switch, iOS, Android)

Mais um excelente trabalho da Behold Studios. Se você ama os tradicionais RPG’s de mesa, com certeza, vai gostar de Knights of Pen and Paper. Nesse game de RPG, você controla os próprios jogadores da mesa, em aventuras e lutas que ocorrem na imaginação deles enquanto eles jogam. O título foi distribuído internacionalmente pela Paradox e teve boa recepção, sendo elogiado pela sua originalidade. Por causa disso, ganhou duas sequências: Knights of Pen and Paper 2 e Galaxy of Pen and Paper, com temática espacial.

Oniken (PC, Nintendo Switch, Xbox One, PS4)

Agora vamos com 3 jogos excelentes da mesma desenvolvedora: Joymasher. O estúdio brasileiro produz jogos que homenageiam clássicos de ação das eras 8 e 16 bits. Oniken é um título de ação inspirado em Ninja Gaiden, Strider, entre outros do gênero. O game se mantém fiel à jogabilidade desses clássicos, ao mesmo tempo que traz uma estética mais refinada, graças a maior capacidade tecnológica disponível hoje. Para fãs de jogos desse gênero, uma ótima pedida.

Odallus (PC, Nintendo Switch, PS4, Xbox One)

Assim como Oniken, Odallus é um tributo aos clássicos. Homenageando Castlevania e Metroid, os criadores do gênero metroidvania, Odallus é um jogo de ação e plataforma com estética e jogabilidade inspiradas nos Castlevania clássicos, inclusive seu nível de dificuldade. Esse game ostenta generosas notas 80 e 8.8 no Metacritic, tendo recebido notas 90 de críticas especializadas como Destructoid e USGamer, algo incrível para um jogo indie nacional. Se você ama Castlevania e Metroid, Odallus é para você.

Blazing Chrome (PC, Xbox One, PS4, Nintendo Switch)

O último título da Joymasher a aparecer nesta lista é perfeito para aqueles que amam tiros e explosões. Inspirado nos clássicos Contra e Metal Slug, Blazing Chrome traz de volta aquela sensação de atirar em tudo que aparecer na tela e enfrentar chefes enormes e ameaçadores. O melhor comentário que li sobre o game na Steam foi “esse jogo é mais Contra que Contra”, visto as desastrosas tentativas da Konami de reviver a franquia. Blazing Chrome traz muita ação naquela estética de filmes de robôs dos anos 80, com lasers, metais cromados, etc. Tudo o que amávamos ver nos títulos desse gênero nos anos 90.

Dandara (PC, Xbox One, PS4, Nintendo Switch, iOS, Android)

Esse metroidvania brasileiro se destaca pela sua mecânica inovadora e pela sua identidade inspirada na cultura brasileira. Isso já fica claro na personagem principal, Dandara, que se baseia em Dandara dos Palmares, personagem histórica brasileira na luta contra a escravidão e também na personagem Tarsila, que homenageia a pintora Tarsila do Amaral e sua obra mais famosa: O Abaporu. A mecânica do jogo se baseia em uma movimentação através de saltos, na qual você se movimenta de forma rápida pelo chão, teto e paredes dos mapas, e não andando normalmente como em outros metroidvanias. Essa mecânica foi a principal crítica em portais especializados em jogos de PC e console, mas bem vista por críticos de plataformas mobile, já que é uma movimentação que favorece as telas de toque. Dandara foi o primeiro jogo brasileiro a integrar uma lista de 10 melhores jogos do ano da revista Time, em 2018.

Areia: Pathway to Dawn (PC)

Se você mora ou já visitou o litoral, principalmente no nordeste do Brasil, certamente já se deparou com aquele artesanato feito com areia colorida dentro de garrafas, formando paisagens, as chamadas silicogravuras. É utilizando esse gênero artístico que Areia se apresenta como um jogo de aventura e exploração, claramente inspirado em Journey, mas que consegue criar sua própria identidade. Vagando por cenários que lembram as dunas brasileiras, Areia é um jogo contemplativo e calmo, com sua trilha sonora atmosférica e conceitos hindus que são apresentados durante a aventura.

ARIDA: Backland’s Awakening (PC)

ARIDA é um game de aventura e sobrevivência situado no sertão nordestino do século XIX. O título conta a história de Cícera, uma jovem que precisa sobreviver ao clima árido do sertão. Inspirado na região de Canudos, os desenvolvedores contaram com o apoio de historiadores da Universidade Estadual da Bahia, para que esse projeto tivesse também a função de ensinar sobre a cultura local. ARIDA já conta com uma sequência em desenvolvimento, chamada de Rise of the Brave.

Distortions (PC)

Jogos focados em narrativa estão cada vez mais populares, principalmente entre apreciadores de games independentes. Distortions é mais um deles, que utiliza mecânicas de música para contar uma história de superação, através de seu violino. Os desenvolvedores também capricharam na arte visual da aventura. Distortions recebeu elogios da crítica pela sua narrativa e sua direção artística, mas também recebeu críticas negativas por conta de sua jogabilidade problemática, sua otimização e seus bugs. Problemas que infelizmente podem acabar atrapalhando uma belíssima experiência.

Sword Legacy: Omen (PC)

A lenda do Rei Arthur e de sua espada Excalibur é uma das histórias mais conhecidas, contadas e recontadas da história da literatura. Sword Legacy: Omen vem para contar mais uma versão dessa famosa lenda. Nesse jogo, controlamos o cavaleiro Uther, que auxiliado pelo mago Merlin, deve recuperar a Excalibur e trazer paz à Britânia. Isso tudo em um RPG tático aos moldes de Final Fantasy Tactics, mas com bonitos gráficos cartunizados, ao estilo de HQ’s.

Aritana e a Pena da Harpia (PC, Xbox One)

Inspirado nas tradições indígenas brasileiras, Aritana é um jogo de plataforma 2D com gráficos 3D, bem ao estilo Donkey Kong. Nesse jogo, controlamos o índio Aritana, que deve enfrentar os espíritos da floresta em busca da Pena da Harpia, o ingrediente que pode salvar a vida do cacique de sua tribo. Mais do que apenas pular e correr, Aritana conta com posturas que alteram o modo de jogo bem como aprende novos golpes e habilidades ao longo do jogo. Com bonitos gráficos, Aritana representa nossa cultura nativa de forma divertida.

Aritana and the Twin Masks (Xbox One)

Twin Masks é a continuação de Pena de Harpia e traz mudanças drásticas, arriscadas e ao mesmo tempo corajosas. Abandonando o gênero plataforma 2D, a sequência abraça o 3D em um jogo que remete o clássico Zelda: Ocarina of Time, mas com temática indígena. Aritana, que nesse jogo pode ser um avatar masculino ou feminino, agora é um jovem adulto e utiliza como arma um arco e flecha. Apesar de problemas de otimização, bugs e jogabilidade, o título chama atenção pela sua arte e sua ambientação, bem como trilha sonora.

Gryphon Knight Epic (PC, Xbox One, PS4)

Lembram dos clássicos shooters arcade como Gradius e R-Type? Gryphon Knight Epic é um jogo que bebe dessa fonte, mas traz uma temática de fantasia medieval. Um game relativamente curto mas que cumpre seu papel de divertir o jogador.

Minoria (PC)

Desenvolvido pela Bombservice, mesmo estúdio criador do aclamado indie Momodora, Minoria é o sucessor espiritual do jogo anterior da equipe. O game é um metroidvania com mecânicas soulslike como rolamentos e parries, em que você joga com uma freira espadachim combatendo bruxas e demônios. Minoria é um título divertido que vai agradar fãs do gênero.

Lenin – The Lion (PC)

Lenin – The Lion desperta atenção logo de cara pela sua arte, que lembra muito o clássico Earthbound e o aclamadíssimo indie Undertale. O game é também um RPG narrativo, focado em exploração, diálogos e puzzles ao invés de batalhas. Na aventura conhecemos Lenin, um leão que por conta da sua condição física de albinismo, é negligenciado pela sua mãe e pelo seu vilarejo, além de sofrer bullying na escola. Por causa disso ele tem dificuldades de se concentrar nas aulas, é inseguro e acaba desenvolvendo depressão. Devemos ajudar Lenin a superar suas dificuldades e encontrar um propósito maior em sua vida, na qual cada escolha impacta diretamente no desenrolar da trama. Desenvolvido por um estúdio de basicamente uma única pessoa, o brasileiro João Bueno, Lenin – The Lion discute problemas atuais e reais em nossa vida hoje em dia, como preconceito, depressão e bullying. Um título que promete emocionar e ensinar importantes lições aos seus jogadores.

Toren (PC, PS4)

Um dos destaques da BGS de 2014, Toren foi o primeiro game a receber incentivo do Governo Federal, via Lei Rouanet. Inspirado em contos de fadas e nos jogos Ico e Shadow of the Colossus, Toren é um título de aventura narrativa simples, elogiado pela sua arte e sua trilha sonora. O game também sofre com problemas de jogabilidade e bugs, como outros da lista, algo que os desenvolvedores brasileiros vem conseguindo vencer com o tempo. Enfim, o game conta a história da Criança da Lua, que deve chegar ao topo da torre Toren e salvar a humanidade vencendo o Dragão.

Dog Duty (PC, Xbox One, PS4, Nintendo Switch)

Jogos de estratégia militar fizeram muito sucesso nos anos 90. Entre eles está a franquia Commandos, na qual jogamos com pequenas tropas que devem realizar diversas missões de sabotagem, espionagem e guerrilha. Inspirado nesse clássico, Dog Duty coloca o jogador na pele de um grupo de soldados desajustado que precisa impedir o exército do maligno Comandante Polvo que ameaça a paz mundial. Invasões a quartéis, lutas em veículos em movimentos, muitos tiros e explosões. Caso você curta jogos de guerra, Dog Duty é para você.

Zueirama (PC)

Se você já está há um bom tempo na internet brasileira, sabe que nosso país é uma verdadeira fábrica de memes e zoeiras, certo? Zueirama  veio para homenagear a cultura memística brasileira. Um game de aventura e plataforma que é recheado de referências aos memes e personalidades da internet, como Dollyinho, grávida de Taubaté, Serjão berranteiro, youtubers como Davy Jones e Velberan, etc. Zueirama é para os jogadores que adoram uma zoeira tipicamente brasileira.

Tamashii (PC, Xbox One, PS4, Nintendo Switch)

Ao abrir o jogo, dois avisos na tela: um para pessoas com epilepsia fotossensitíva e outro para linguagem e gráficos potencialmente impróprios para algumas pessoas. E é assim que o título de terror Tamashii dá as boas vindas ao jogador. Tamashii é um game de quebra-cabeças e plataforma que varia das cores monocromáticas ao psicodélico, utilizando de imagens agressivas na tela. A sinopse do título explica pouco: um santuário profanado e uma entidade misteriosa e você deve adentrar nesse mundo perverso e caótico e descobrir os mistérios desse game. Tamashii é tão macabro que precisou ser suavizado para ser lançado nos consoles. Então se você é sensível a esse tipo de conteúdo, se afaste dele.

99Vidas (PC, PlayStation 4, PlayStation 3, PlayStation Vita, Xbox One, Nintendo Switch)

99Vidas é um conhecido portal de cultura pop brasileiro. A equipe do portal resolveu criar um jogo de beat n’ up clássico, inspirado nos famosos jogos do gênero dos fliperamas, sendo eles mesmos os personagens. A aventura traz inúmeras referências às histórias contadas pela galera do 99Vidas em seu podcast, bem como à cultura pop e a locais reais de nosso país, normalmente onde a galera da equipe cresceu. O game é divertido e quando ele faz referências a coisas que conhecemos bem, torna tudo ainda mais legal.

Redo! (PC)

Como falamos anteriormente em nosso artigo sobre o gênero cyberpunk, tem sido cada vez mais comuns produções que se inspiram nesse subgênero da ficção científica. Redo! é mais um título que pega carona na popularidade do cyberpunk. Nesse metroidvania, você deve vagar por cenários de um planeta dominado por biomáquinas para tentar encontrar qualquer outro ser humano além de você. A temática do game é inspirada na série de anime e mangá Blame!, e utiliza mecânicas também já consagradas em jogos soulslike, como a dificuldade e a esquiva com rolamento. Redo! é outro game dessa nossa lista que foi criado por apenas um desenvolvedor, chamado Robson Paiva.

Akane (PC, Nintendo Switch)

Também aproveitando a popularidade do gênero cyberpunk, Akane é um jogo de ação-arcade em que o objetivo é apenas um: matar o maior número de inimigos possível. Enfrentando hordas de inimigos, em Akane só existem as opções de matar ou morrer, já que os golpes são letais. O título tem um ritmo acelerado e violento, com uma pixel art belíssima que lembra clássicos do cyberpunk como Akira e Ghost in the Shell, com suas luzes neon, ninjas cyborgue e uma Tokyo futurista.  Para os amantes do gênero e de jogos rápidos e violentos, Akane é excelente.

Ravva and the Cyclops Curse (PC)

Ao olhar esse game, rapidamente iremos lembrar dos clássicos de plataforma do NES. No caso de nós, brasileiros, algum clone do NES, como o Phantom System, já que nos anos 80 era quase impossível ter um “Nintendinho”, a não ser que você fosse rico. Ravva and the Cyclops Curse coloca o jogador no controle da corujinha Ravva, que deve enfrentar o Lorde Ciclope para quebrar a maldição que o vilão invocou sobre a mãe do nosso protagonista. O título é curto e divertido, e também bem baratinho.

Dogurai (PC)

Dogurai é um game brasileiro de ação e plataforma que parece ter saído diretamente de um Game Boy Color que você sonhava em ter quando era criança. Na aventura você joga com um cão samurai que deve impedir que um exército de máquinas controle o mundo. Apesar da estética retrô, o jogo conta com mecânicas mais modernas como pulo duplo e combos especiais.

Spark: The Eletric Jester (PC)

O brasileiro Felipe Daneluz já é conhecido na cena de fãs de Sonic pelos seus fangames da série do ouriço azul. Após lançar vários fangames, Felipe finalmente decidiu criar seu próprio jogo. E assim surgiu Spark: The Eletric Jester, inspirado no clássico de plataforma da Sega, mas que consegue ter sua própria identidade.

Na trama do game, robôs roubam o emprego de Spark e resolvem controlar o mundo, por isso o bobo da corte resolve se vingar. Para derrotar seus inimigos, Spark pode usar super velocidade e diferentes golpes e habilidades, que dão um toque de originalidade ao personagem e impedem que ele seja apenas mais um clone do Sonic.

Spark: The Eletric Jester foi bem recebido pela crítica, recebendo um generoso 8,5 do portal Destructoid.

Spark: The Eletric Jester 2 (PC)

Após a boa recepção do primeiro jogo, Felipe decidiu produzir um jogo ainda mais ambicioso: um título de plataforma 3D nos moldes de Sonic Generations. Nessa sequência, jogamos com Fark, o clone robô de Spark. Na aventura, o robô acorda sem suas memórias e parte em uma jornada em busca de sua identidade. Assim como no primeiro jogo, Spark: The Eletric Jester mescla a jogabilidade frenética de Sonic com habilidades e golpes de jogos de ação, o que mantém sua identidade própria.

Menção Honrosa: Celeste (Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC)

Celeste não é um jogo brasileiro, mas vale aqui uma menção honrosa por conta da participação do estúdio MiniBoss na produção do jogo. O estúdio, formado pelos brasileiros Amora, Heidy Motta e Pedro “Santo”, trabalhou diretamente na produção do game, desde a divulgação e relações públicas até o design de personagens, cenários e pixel art. Sem dúvidas, foi um grande orgulho para nosso país ter uma equipe trabalhando em um dos jogos mais aclamados pela indústria indie.

Para ficar de olho:

Araní (PC, PS4, Xbox One)

Araní conta a história de uma guerreira da Tribo do Sol que parte “em uma jornada de auto-descobrimento e maestria de luta para salvar o povo dela de um antigo poder mitológico”. O game, que é um hack n’ slash de ação inspirado na mitologia nativa indígena do Brasil, está sendo desenvolvido pelo estúdio pernambucano Diorama Digital. Infelizmente, apesar de já estar sendo desenvolvido há algum tempo, Araní ainda não tem uma data de lançamento definida, mas o teaser da versão alfa do jogo dá uma ideia do que está por vir. A trilha sonora é assinada pela banda de folk metal Arandu Arakuaa, que canta suas músicas em idiomas indígenas, contando as tradições nativas.

Trajes Fatais (PC)

TRAF, como é conhecido, é um jogo de luta 2D que lembra bastante Darkstalkers pela sua temática. A história se desenrola no aniversário de Nathália Clarimond, que resolve dar uma festa a fantasia para comemorar mais um ano de vida. Durante a festa, uma entidade misteriosa concede poderes sobrenaturais aos convidados, de acordo com a fantasia que estão usando: cangaceiro, anjo, súcubo, entre outros. Então os convidados devem lutar entre si para tentar escapar dessa maldição. O jogo tem previsão de lançamento para Dezembro de 2020. Atualmente, uma demo gratuita está disponível na página do título na Steam.

Kaze and the Wild Masks (PC, Xbox One, PS4)

O último jogo da lista conta com uma arte belíssima e uma jogabilidade que lembra bastante os clássicos games 2D de ação e aventura, mas consegue se diferenciar e ter uma identidade própria. Em Kaze and the Wild Masks, jogamos com a coelhinha Kaze, que após ver um meteoro cair na sua terra natal e transformar os vegetais em monstros, deve vencer chefões e tentar trazer sua terra ao estado normal. Para isso ela contará com a ajude de máscaras que lhe concederão diferentes poderes e habilidades, como voar, mergulhar e escalar paredes. O jogo ainda não tem data de lançamento definida, então é bom ficar de olho para não perder o anúncio oficial.

Um incrível combo de Jogos Brasileiros!

Chegamos ao fim da nossa incrível lista de jogos brasileiros. Com ela, a equipe GamesMAX espera ter mostrado o bom trabalho dos desenvolvedores do Brasil e, claro, tomara que você tenha gostado de tudo o que viu.

E mais, se você gostou realmente de algum dos jogos brasileiros apresentados nesta lista, não deixe de apoiar o trabalho dessa galera talentosa, que se dedica para levar o nome do nosso país para jogadores do mundo inteiro. Até a próxima!

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Arthur Tayt-Sohn

Apreciador de bons jogos e da arte do desenvolvimento de games. Jogando desde os anos 90, passando por consoles Atari, Sega, Nintendo e Sony, hoje jogador da plataforma PC. Final Fantasy 7 é meu jogo preferido, mas amo aqueles jogos que contam histórias tão incríveis que talvez não caibam em um livro, como Xenogears e NieR:Automata. Admirador da arte de criar jogos, acredito que boas histórias e uma trilha sonora de qualidade são tão fundamentais quanto gameplay.

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