Governadores discutem proposta de financiar a segurança pública com tributos sobre jogos eletrônicos

Após algum tempo sem polêmicas, os games voltaram a ser assunto nas pautas da administração pública. Dessa vez, os jogos eletrônicos foram tema de um debate que aconteceu durante o Fórum dos Governadores, em Brasília. No evento, o governador do Piauí, Wellington Dias, lançou uma proposta que, de modo geral, tem o intuito de taxar jogos eletrônicos a fim de obter recursos para financiar a segurança pública.

Conforme indica a análise preliminar da proposta, a ideia garantiria uma arrecadação de R$ 18 bilhões adicionais para o setor. Obviamente, a ideia foi discutida e dividiu opiniões. O governador do Estado de São Paulo, João Doria, alegou que concorda com taxas sobre jogos disponibilizados pela internet…

“Houve uma sugestão para aplicação de imposto sobre jogos eletrônicos. Nos pareceu uma sugestão bem-vinda, já que os jogos eletrônicos através da internet não são taxados. Todos os jogos pagam imposto, não é razoável que o jogo eletrônico através da internet, sobretudo realizado fora do Brasil, aconteça sem a aplicação de impostos. Um dos governadores fez essa sugestão, ela foi bem percebida pelos demais governadores”, disse Doria, após o fórum.

Em contrapartida, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pontuou que aquilo que falta na segurança pública é uma gestão melhor e não mais recursos.

“Isso entrou em discussão. Nós já gastamos demais com segurança. Se continuarmos discutindo as mesmas coisas, nós vamos continuar colocando mais dinheiro na segurança pública e não vamos obter resultado […] o problema é de gestão. É preciso fazer maior integração das políticas, melhorar a qualidade da investigação, criar varas especializadas como estamos criando no Rio de Janeiro. Tudo isso vai dar mais efetividade. Não adianta querer gastar mais dinheiro em cima de algo que está ruim.”

Essa não é a primeira vez que a administração pública debate sobre a taxação de jogos eletrônicos. E, muito provavelmente, não será a última. Afinal, o mercado de games no Brasil continua em franco crescimento. O ponto aqui é: como será que todas essas discussões vão pesar nos bolso dos jogadores?

Fonte: O Globo

Yohan Bravo