Cosplayer alega que foi torturado por supostos seguranças na BGS 2019

A BGS 2019 já chegou ao fim e, sem dúvidas, foi um evento digno de nota. Contudo, como nossa missão é informar, saiba que esta notícia pode deixar uma triste marca no histórico da Brasil Game Show…

Conforme revelou o cosplayer Michael Giordano Martins Pinheiro, de 34 anos, dois homens não identificados, supostos seguranças da BGS, o levaram para uma sessão de tortura, deixando ferimentos físicos e psicológicos.

A história teve início quando Michael resolveu ir até o carro para retocar a maquiagem (ele faz cosplay do Coringa). Como seu ingresso possuía um QR Code, o cosplayer perguntou a alguns seguranças se ele poderia sair do evento e voltar depois.

Por ter recebido uma resposta afirmativa, Michael foi até o carro. No entanto, em seu retorno, sua reentrada no evento foi barrada. O cosplayer pediu a ajuda de membros da equipe de organização do evento e, na confusão gerada, dois homens, sem uniforme ou identificações, o arrastaram até uma sala.

Na sala, Michael teria sido submetido a uma sessão de 40 minutos de tortura. Segundo ele, doze pessoas o agrediram. Como resultado, o cosplayer apresentou quadros de perfuração no pulmão, costelas quebradas ou fissuradas e outros ferimentos.

O cosplayer ficou internado desde o domingo (13 de outubro, quando aconteceu a agressão) até a última terça-feira (15 de outubro). Segundo as informações, o boletim de ocorrência, por lesão corporal e roubo (dos equipamentos do cosplayer), já foi registrado.

Até o momento, a organização da Brasil Game Show não se pronunciou. Lamentável!

ATUALIZAÇÃO: Nota oficial da Brasil Game Show sobre o ocorrido.

“Desde segunda-feira, quando a BGS foi procurada pela advogada Daniela Conti, representando o cosplayer Michael Giordano Martins Pereira, nos debruçamos sobre o caso para entender os fatos e, de maneira responsável, adotar medidas justas com todos os envolvidos.

Quem conhece a história da BGS sabe que nossa postura é de respeito e acolhimento, seja com as comunidades gamers, de cosplayers e de influenciadores, seja com nossos parceiros, fornecedores, prestadores de serviço etc. Não seria, portanto, num caso com a gravidade relatada, que tomaríamos alguma decisão precipitada ou leviana. Preferimos arcar com o ônus de uma resposta supostamente tardia a, apressadamente, apontar culpados.

E é em respeito ao público fã da BGS e a todos que nos acompanham nessas 12 edições, que agora informamos que a empresa de segurança terceirizada envolvida no caso teve o seu contrato suspenso até a completa apuração dos fatos e estamos buscando todas as provas para punir os culpados com todo o rigor da lei. Sabemos que isso não apaga ou sequer diminui os transtornos causados ao cosplayer Michael, e já estamos em contato com sua representante legal para auxiliar em tudo o que for necessário.

A BGS sempre vai buscar a paz pois é o ponto de encontro de crianças, jovens, adultos e famílias que têm nos games uma forma saudável de união e diversão. Não incentivamos, aprovamos ou endossamos nenhum tipo de agressão física ou moral. Independente das circunstâncias, comportamentos violentos são inaceitáveis e absolutamente incompatíveis com os valores da BGS.”

Yohan Bravo